Comunidade Nin-Jitsu é destaque no jornal Zero Hora de terça-feira, dia 28 de novembro. Confira um trecho (versão online) da matéria:
DISCOS
Atividade na Laje é o nome do novo disco da Comunidade Nin-Jitsu. Mas após um hiato de três anos sem lançar nada, é também um recado, um alerta até de que a banda não está de volta – mesmo porque, ela não foi para lugar algum. Como o próprio nome sugere, Atividade na Laje indica, sim, que a chalaça produzida pelo quarteto nunca parou e continua em forma.
Porque, ao que parece, tudo o que Mano Changes (vocal), Fredi “Chernobyl” Endres (guitarra e programação eletrônica), Nando Endres (baixo) e o recém-agregado Cláudio Calcanhotto (bateria) queriam era um motivo para continuar no palco. Ou freqüentá-lo um pouco mais. E sabiam que seria mais fácil se tivessem um disco fresquinho circulando.
Trataram, então, de finalizar um trabalho que vinha se desenrolando desde 2006 e que teve como ponto de partida Comunidade no Baile (2005) – este, um disco dedicado a verter faixas dos primeiros discos do grupo ao mais puro pancadão. Com direito a canções gravadas até em quartos de hotéis, Atividade na Laje marca um novo ciclo na carreira da banda.
– Nós voltamos a investir nessa mistura de rock, mas sem abandonar o funk. Tem também eletrorock, reggae, várias coisas – conta Changes.
Com um novo CD, o quarteto retornou às rádios. E também ao seu hábitat natural, o palco. Tanto não se importam com o meio onde estarão alojadas suas músicas que resolveram lançá-las sem gravadora, barateando o preço final
– Pra nós, disco é apenas divulgação. Por isso decidimos ficar na independência e assim oferecê-lo por coisa de R$ 9,90 – define o vocalista.
Mesmo investindo num som que não tem nenhuma identificação com a atual safra do pop nacional, a Comunidade não deixa de angariar novos fãs.
Para Changes, o fato de falarem desde sempre a mesma linguagem da garotada é o segredo da banda continuar a lotar shows e aumentar sua base de seguidores.
– Tá todo mundo falando de amor, de sentimento, e a gente continua a falar de sacanagem. O legal é não se adequar e ao mesmo tempo continuar fazendo o que gosta. E assim, continuamos em atividade.